IRPF 2026: quais documentos seu contador vai pedir
Lista prática dos documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda 2026. Organize tudo antes que seu contador precise cobrar.
Todo ano é a mesma correria
Março chega e, com ele, a temporada do Imposto de Renda. Seu contador manda aquela mensagem pedindo "os documentos do IR" e você fica olhando pro teto tentando lembrar onde salvou o informe de rendimentos.
A declaração do IRPF 2026 (ano-base 2025) precisa ser entregue entre 17 de março e 30 de maio. Parece tempo de sobra, mas quem já passou por isso sabe: quando você começa a juntar tudo, sempre falta alguma coisa.
Este artigo é a lista que eu gostaria de ter recebido do meu contador antes de ele começar a me cobrar.
Quem precisa declarar em 2026
Antes de tudo, verifique se você realmente precisa declarar. As regras para 2026:
- Renda tributável acima de R$ 33.888 em 2025
- Renda isenta ou tributada na fonte acima de R$ 200.000
- Operações em bolsa de valores com vendas acima de R$ 40.000 no ano ou com lucro tributável
- Posse de bens acima de R$ 800.000 em 31/12/2025
- Receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440
- Passou a ser residente no Brasil em qualquer mês de 2025
Se você se encaixa em qualquer um desses critérios, vai precisar declarar.
A lista completa de documentos
Vou separar por categoria para facilitar. Nem tudo se aplica a todo mundo, então veja o que faz sentido para a sua situação.
Identificação pessoal
- CPF de todos os dependentes (inclusive filhos menores)
- Dados bancários para restituição (banco, agência, conta)
- Recibo da declaração do ano anterior (se declarou)
- Título de eleitor (opcional, mas facilita)
Rendimentos
- Informe de rendimentos da empresa onde trabalha
- Informe de rendimentos de bancos e corretoras
- Informe de rendimentos de aposentadoria (INSS ou previdência privada)
- Comprovantes de rendimentos de aluguéis recebidos
- Comprovantes de outros rendimentos (freelance, prestação de serviços)
Bens e direitos
- Documentos de compra/venda de imóveis em 2025
- Documentos de compra/venda de veículos em 2025
- Extratos de investimentos em 31/12/2025
- Saldo de contas bancárias em 31/12/2025
Deduções
- Recibos de despesas médicas (consultas, exames, internações, plano de saúde)
- Comprovantes de despesas com educação (escola, faculdade, pós)
- Comprovante de pagamento de previdência privada (PGBL)
- Comprovante de pagamento de pensão alimentícia judicial
- Recibos de doações a fundos incentivados (Funcriança, Funidoso, etc.)
Dívidas e ônus
- Contratos de financiamento imobiliário (saldo devedor em 31/12/2025)
- Contratos de empréstimos pessoais acima de R$ 5.000
- Extratos de consórcios
O que eu faço com tudo isso?
Junta tudo em uma pasta. Digital, de preferência. Se seu contador usa o Anexei, melhor ainda: ele vai te mandar um link com a lista exata do que precisa. Você abre, vê cada item, e envia direto. Sem ter que renomear arquivo, sem mandar por WhatsApp fora de ordem.
Se ele não usa, sugira. Sério. É grátis para ele testar e economiza tempo dos dois lados.
Se ele preferir o método tradicional, pelo menos mande tudo de uma vez. Nada de enviar dois documentos hoje, três amanhã e o resto semana que vem. Contadores perdem horas organizando documentos que chegam aos pedaços.
Erros que atrasam sua declaração
Alguns problemas que eu vejo se repetindo todo ano:
Informe de rendimentos errado. Empresas às vezes emitem informes com valores divergentes do que foi pago. Confira se os valores batem com seus holerites antes de enviar.
Esquecer de declarar investimentos. Mesmo que você não tenha vendido nada, precisa declarar a posição dos investimentos em 31/12. O informe da corretora tem tudo, mas muita gente esquece de pedir.
Despesas médicas sem comprovante. A Receita cruza dados com operadoras de saúde e laboratórios. Sem recibo, não declare. Declarar sem comprovante é pedir para cair na malha fina.
Dependentes sem CPF. Filhos precisam ter CPF para serem incluídos como dependentes. Se ainda não tem, corre para tirar antes de abril.
Calendário prático
- Fevereiro: junte os informes de rendimentos (empresas e bancos enviam até o fim do mês)
- Março: organize documentos de deduções e bens. Envie tudo para seu contador
- Abril: seu contador prepara e revisa a declaração
- Maio: envio final (prazo: 30/05)
Se você mandar tudo organizado em março, seu contador agradece. Se mandar em maio, ele até faz, mas o humor não vai ser o mesmo.
Conclusão
A declaração do IR não precisa ser estressante. O segredo é começar a juntar os documentos em fevereiro, quando os informes de rendimentos começam a chegar. Se seu contador te mandar uma lista do que precisa, siga ela. Se não mandar, use a lista deste artigo como referência.
E se quiser facilitar a vida de vocês dois, peça para ele usar uma ferramenta de coleta organizada. O Anexei faz exatamente isso, e tem plano gratuito.