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Guia completo do MEI em 2026: tudo que você precisa saber

Limites de faturamento, obrigações fiscais, declaração anual e mais. O guia definitivo para microempreendedores individuais.

Vitor Martins17 de fevereiro de 20263 min de leitura

O que é o MEI?

O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples de formalizar um pequeno negócio no Brasil. Criado em 2008, o MEI permite que profissionais autônomos tenham CNPJ, emitam notas fiscais e tenham acesso a benefícios previdenciários com uma carga tributária reduzida.

Em 2026, o limite de faturamento do MEI é de R$ 81.000 por ano (ou R$ 6.750 por mês). Se você faturar mais que isso, precisa migrar para outro regime tributário.

Quem pode ser MEI?

Para se enquadrar como MEI, você precisa atender a todos estes requisitos:

  • Faturamento anual de até R$ 81.000
  • Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa
  • Ter no máximo 1 empregado com salário mínimo ou piso da categoria
  • Exercer uma das atividades permitidas (consulte a lista no Portal do Empreendedor)

Obrigações mensais

O MEI tem poucas obrigações, mas elas são importantes:

  • DAS mensal: guia de pagamento com valor fixo (R$ 75,60 para comércio/indústria, R$ 80,60 para serviços em 2026)
  • Nota fiscal: obrigatória para vendas e serviços para outras empresas (PJ)
  • Controle de faturamento: manter registro mensal das receitas

Dica: se você tem um contador, mantenha todos os comprovantes de pagamento do DAS organizados e envie mensalmente. Ferramentas como o Anexei facilitam esse envio — seu contador cria uma solicitação com os documentos que precisa, você recebe um link e envia tudo de uma vez, sem precisar criar conta.

Declaração Anual (DASN-SIMEI)

Todo ano, até 31 de maio, o MEI deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional. Nela, você informa o faturamento total do ano anterior e se teve empregado.

Para preencher corretamente, tenha em mãos:

  • Relatório mensal de receitas brutas
  • Notas fiscais emitidas
  • Comprovantes de despesas (se houver)

Se você contratou um contador para ajudar com a declaração, ele provavelmente vai pedir esses documentos. Em vez de enviar por WhatsApp (e correr o risco de esquecer algo), peça para ele usar uma ferramenta de coleta organizada — isso agiliza o processo para os dois lados.

Quando migrar do MEI?

Você deve considerar migrar do MEI quando:

  • Seu faturamento ultrapassar R$ 81.000 anuais
  • Precisar contratar mais de 1 empregado
  • Quiser abrir filial ou ter sócios
  • Sua atividade não estiver mais na lista permitida

A migração pode ser para o Simples Nacional (ME ou EPP), que oferece mais flexibilidade, porém com carga tributária maior. Nesse momento, ter um bom contador faz toda a diferença — e ter seus documentos organizados facilita a transição.

Dicas para manter o MEI em dia

  1. Pague o DAS em dia para não perder benefícios do INSS
  2. Emita nota fiscal sempre que vender para PJ
  3. Guarde todos os comprovantes por pelo menos 5 anos
  4. Acompanhe seu faturamento mensal para não ultrapassar o limite
  5. Entregue a DASN-SIMEI no prazo
  6. Mantenha um canal organizado de comunicação com seu contador — evite enviar documentos soltos por WhatsApp

Conclusão

O MEI é uma excelente porta de entrada para a formalização. Com baixo custo e pouca burocracia, você tem acesso a benefícios importantes e pode crescer com segurança.

Mantenha suas obrigações em dia e, quando chegar a hora de migrar, faça a transição com o apoio de um contador. E se ele pedir documentos, facilite: use ferramentas que organizam tudo em um só lugar, como o Anexei.